Falsa noite mentia a salvação.
Mar, que levava o barco ao paraíso,
perfumava-nos, duas serpentes, do riso
que facilmente escondia a perdição.
Na proa, o céu logo lhe chamava,
Pois cristalinos anjos vão mais cedo.
O barco ancorava na Ilha do Medo
e última prece para Deus rogava.
Gélido beijo submerso lhe dava
E olhava para as estrelas, sorria,
Louvando a alma que me retornarva,
O vago da eternidade de um dia.
CÍlios do seu rosto, que tanto abriram,
NÃo responderam aos meus frios lábios,
TITubearam na dor que enxergaram.
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