domingo, 7 de agosto de 2011

Cavaleiros das névoas

Felizes cavaleiros da espada sagrada,
que entregam as rubras vísceras pela amada,
levantai, por favor, da gelada cripta nojenta!
voltai para este lado onde só se lamenta!

A pedra da essência, de tanto esculpida,
ficara oca e quebrara entristecida.
O cobre pesa mais que o esquecido espírito,
transformando a sensual valsa em seco atrito.

A luz da virgem esperança, que carne esquenta,
como mãe confiada por filho amamenta,
caíra na penumbra do vale das cobras,
onde não há rosas, apenas podres toras.

Cavaleiros da távola mecanizada,
nunca sucumbir na masmorra amargurada!
Virai os cavaleiros do tempo das trevas,
que não eram cobertos destas negras névoas.

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