Será, hoje, o dia do lobo,
quando nos uivos do amor
o turbilhão sem pudor
se encontra no triste globo?
Nesse dia, não há solitário canto,
apenas uma harmonia do encontro,
a alegria do seio: o feliz pranto
à vaidade e ao ódio, o esperado recontro.
Nesse dia, o poeta não deseja a morte,
porque com ela não modifica seu mundo.
Nesse dia, deixa de ser um moribundo
e a claridade torna-se muito mais forte.
Quando o dia do lobo chegará, afinal?
Se for chegar esse dia no meu final,
que digam ao meu cansado corpo extinto,
que existe esperança ao sozinho lobo faminto.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário