Essa poesia também fiz aos 18 anos. É em homenagem ao meu pai :
Carta ao pai
Naquela manhã as pessoas estavam lindas,
as pétalas do amor as mantinham unidas.
Bem longe, passeava um barquinho sozinho,
com nenhuma atenção, seguia o seu caminho.
Quando o puro céu em púrpura cor se pintava,
e o poderoso sol já perdia a potência,
a simbiótica corda já se queimava,
satirizando em chicote na consciência.
Serenas águas em turvas se converteram,
pois valente lua é por trevas invejada.
As tredas águas o barco não detiveram
e a confiança acre da lua era guiada.
A noite começava a engolir o mar
e o amor daquelas pessoas expulsar.
Mas aquele valente barco não cedia,
cheiro da angústia noturna não possuía.
Mas por que se ele tão frágil não padecia?
Por que se o mar tão furioso não o matava?
É porque dentro daquele barquinho estava
o amor que tão cedo lhe revelaria
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Assinar:
Comentários (Atom)
