sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Balada Solitária

Vou mostrar para vocês um poema que fiz com 17 anos. Representa um diálogo entre o eu-lírico e o Ideal. O final é bem subjetivo e poucos entendem a mensagem do final, que seria a morte do Ideal, já que a perfeição nunca existe :

Balada Solitária

Passeando os anos sempre a pensar
se acho aqui meu ideal para amar,
eu morri ao cair em desilusão,
quando acordei da cômoda ilusão.
Porém, a fumaça queimou-me os olhos,
deixando-os mais tristes e congelados.
Se fosse uma desilusão amorosa,
a alma flutuaria esplendorosa.

Ideal, por que não materializa
o seu vulto que no céu enraíza?
Por que a pureza de anjo doirado,
se neste inferno não viver ao meu lado?
Para que ser estática virgem do mar,
se o movimento é amado-estar?
Para que em ser perfeita você insiste,
se nem ao menos aqui você existe?

Mil vezes ser encarnada em serpente,
do que ser uma Eva que não se sente.
Porém, não ser o gavião maldoso,
que no martírio alheio chega ao gozo.
Por que não me traz uma confiança,
ou então pelo menos uma esperança,
para nesta vida poder dizer
que também possuo meu bem-querer.

Venha para este reino de Satã,
onde sua companhia é irmã.
Ou irei eu nesse mundo buscá-la
para com vingança poder matá-la.

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